O Vimieiro é uma vila portuguesa do concelho de Arraiolos, com uma população de cerca de 1.600 habitantes, constituída pelas povoações de Bardeira, Venda do Duque e a vila de Vimieiro. Foi sede de concelho entre 1257 e 1855. São conhecidos dois forais, o primeiro atribuído por D. Martinho Peres, bispo de Évora, em 1257 e o segundo por D. Manuel I, rei de Portugal, em 1512.


Património:
  • A Igreja Matriz, em honra de Nossa Senhora da Encarnação do Sobral. Vasto templo em cruz grega, com seis capelas além da mor, de uma só nave, com frestas estreitas, alpendre exterior e telhado ameado, tecto de abobada ampla artesoada, sem uma única coluna, cuja autoria se remete para o arquitecto da Igreja de S. Francisco de Évora (séc. XVI).

  • A Igreja do Espírito Santo ou Igreja do Hospital do Espírito Santo, embora mais pequena, localizada dentro da vila, a justificar também uma visita.

  • A Igreja da Misericórdia de Vimieiro, também situada dentro dos limites da vila, uma visita a efectuar.

  • O Convento de S. Francisco, resultante da definição de novos limites, efectuada em 1574, a comunidade obteve do Município, uma nova porção de terra e árvores junto do convento, já em construção. A casa viveu sempre em dificuldades económicas, por falta de assistência religiosa e dotações particulares, pelo que o Geral da Ordem determinou o seu encerramento nos últimos anos do século XVIII, e a recolha dos poucos habitantes ao Convento de S. Francisco de Arraiolos. Circundante ao povoado, temos a assinalar o Convento de S. Francisco (1554), do qual só restam ruínas, e outras capelas cuja edificação se situa entre os séculos XIV e XVIII.

  • A Ponte Romana, um monumento de origem romana do qual se desconhece a data da sua construção. É uma das marcas mais assinaláveis da passagem romana nesta zona.

  • O Palácio dos Condes de Vimieiro, uma antiga pousada do século XVI, foi ampliada por D. Sancho de Faro e Sousa, marechal de campo e governador militar de Estremoz, onde passou a viver com sua esposa, a ilustre poetisa Teresa de Melo Breyner.

  • A Fonte do Obelisco, uma fonte monumental dos jardins do Palácio dos Condes do Vimieiro, de estilo neoclássico, foi dedicada à 4ª Condessa de Vimieiro, D. Teresa Josefa de Melo Breyner. É constituída por uma grande taça de mármore, levantando-se ao centro sobre uma base de basalto um pedestal quadrangular ornado de quatro carrancas, que sustenta uma pirâmide quadrada de nove metros de altura, de mármore, tendo no vértice uma pinha. Os baixos-relevos da base da pirâmide são alusivos às Artes, Letras e Ciências. Uma edificação do Século XVIII.

  • A Fonte do Vimieiro, é uma outra das construções antigas, de rara beleza é a fonte que antigamente abastecia de água a população do Vimieiro. Esta fonte era utilizada pelas mulheres que iam lavar a roupa, pois possui um amplo tanque.

  • Antigas Casas da Câmara, construídas no ângulo meridional do Largo da Praça, sofreram modificações importantes nos séculos XVI e XVIII e, consideradas devolutas com a publicação do Decreto de 24 de Outubro de 1885, que extinguiu o Concelho, foram mais tarde cedidas, pelo Estado, ao Comando da Guarda Nacional Republicana, que as ocupa na actualidade. O Arquivo Municipal, no edifício reunido, acabaria por se perder na quase totalidade em 1846, durante o incêndio provocado pela população nas agitações da Patuleia.

  • A Anta da Venda do Duque, o registo de um monumento megalítico na região da Vila do Vimieiro, constitui também um foco de interesse histórico a assinalar.

  • De destacar também na história da vila o Conde do Vimieiro foi um título nobiliárquico português criado por Filipe III de Espanha em 1614 durante a União Ibérica. O topónimo relacionado é Vimieiro, antigo concelho do Distrito de Évora e hoje freguesia do concelho de Arraiolos.

  • O segundo e o terceiro condes de Vimieiro foram donatários da capitania de São Vicente durante o Brasil Colonial, bem como sua mãe, Mariana de Sousa Guerra, condessa do Vimieiro, através da qual eram descendentes de Martim Afonso de Sousa. O quarto conde do Vimieiro, foi vice-rei do Brasil de 21 de Agosto de 1718 a 13 de Outubro do ano seguinte. Os Titulares do título de Conde do Vimieiro foram, por ordem cronológica, D. Francisco de Faro, D. Sancho de Faro, D. Diogo de Faro e Sousa, D. Sancho de Faro e Sousa e D. João de Faro e Sousa


Para outras informações úteis e detalhe consulte o site: www.freguesiavimieiro.com

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