Elvas é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Portalegre, na região do Alentejo e na sub-região do Alto Alentejo, com cerca de 15 500 habitantes. É sede de um município com cerca de 23.000 habitantes, e está subdividido em 11 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arronches, a nordeste por Campo Maior, a sudeste por Olivença e pelo município espanhol de Badajoz, a sul pelo Alandroal e por Vila Viçosa e a oeste por Borba e por Monforte.
A cidade de Elvas é neste momento a terceira maior cidade da região do Alentejo, apenas atrás de Évora e Beja, sendo então a maior cidade do Distrito de Portalegre.



Património
  • A Praça 25 Abril, com entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro fonte do séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia. Chamou-se Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira de Mello, Praça Salazar.


  • A Avenida Garcia da Orta, recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na cidade. Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.


  • As Portas de Olivença, que fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção do caminho para Olivença. Actualmente existem ainda as Portas de São Vicente e da Esquina.


  • A Rua de Olivença, assim conhecida desde a construção da muralha fernandina. Ao fundo ficava a Porta de Olivença (destruída em grande parte no séc. XVII). Actualmente existe a Porta de Olivença da muralha seiscentista. Conhecida em 1543 como a melhor rua de Elvas pelo viajante arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.


  • A Rua da Carreira, rua em que se faziam corridas e respectivas apostas dos cavaleiros da cidade quando ainda era um pequeno largo. No início do séc. XX foi chamada Rua da Princesa D. Amélia em homenagem a esta quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa Senhora dos Bem Casados.


  • A Praça da Republica, que é o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, e casas apalaçadas com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país no final do século XVI. Uma das obras efectuadas foi a abertura da Praça Nova depois da construção da Sé. A partir daí a Praça Nova ganha importância e passa a ser o centro de vida da cidade. Em 1886 passa a chamar-se Praça do Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a Praça da Republica, hoje um local de passagem obrigatório para o turista.


  • A Rua dos Quartéis, aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal que ficaria a viver em Elvas alguns meses, adoptando então o nome de Rua Nova de São Martinho, nome que lhe foi mudado para Rua Nova do Castelo, por conduzir ao castelo. Em 1655 e 1656 são aí construídos vários quartéis para albergar os milhares de soldados que já se encontravam na cidade.


  • As Portas da Esquina, que fazem parte da muralha seiscentista. Também designada Porta da Conceição, e antigamente Porta dos Enforcados.


  • O Santuário do Senhor Jesus da Piedade, que é o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de São Mateus, que ocorre entre 20 e 30 Setembro. Erguido em 1737, conta a lenda que em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco de Elvas quando passeava de mula por ali caiu duas vezes ficando bastante abalado. Com dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro de madeira que aí havia no sítio da Saúde, e na sua oração, fez a promessa de aí mandar rezar uma missa e pintar a cruz. A promessa foi cumprida após as suas melhoras. Um ano depois no dia de Reis e já com muita gente a assistir recolocou-se a cruz começando o sítio a ser invocação do Senhor Jesus da Piedade. Aumentando a devoção popular construiu-se um nicho para a imagem e mais tarde uma ermida.


  • O Forte de Santa Luzia, situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes, revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim do qual se eleva a casa do governador. A porta principal para o segundo plano da fortaleza é bem característica do século XVIII passando-se por uma porta levadiça. Sobre a porta encontra-se uma lápide onde se sobrepõe o escudo das armas portuguesas. Tal como o Forte da Graça e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.


  • O Forte da Graça, no alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco da Gama, foi considerado fundamental para que se fechasse o circuito defensivo da praça de Elvas. O próprio conde Lippe se encarregou de conceber o forte que começou a ser construído em 1763. A eficácia deste forte, que comportava cerca de 80 bocas-de-fogo e que era considerado inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200 soldados de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços a circundar a fortificação e galerias subterrâneas, conduzindo algumas para fora da fortaleza, são alguns dos elementos com que estão dotados os complexos sistemas de defesa que foram concebidos e encontram-se no Forte de Lippe. É na realidade uma obra-prima, considerado um expoente máximo da arquitectura militar do século XVIII. Chegou a afirmar-se que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.


  • O Padrão da Batalha das Linhas de Elvas erguido em 1659, para comemorar a vitoria portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas sobre as tropas espanholas, um padrão em honra aos que combateram e morreram em defesa da pátria. No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos entre Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração em 1640, o nosso país esperava uma invasão castelhana. A nova Elvas fortificada estava agora preparada para a guerra. Em 1657 o exército inimigo faz perdas consideráveis aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e Monsaraz. Depois de várias investidas em Badajoz o exército português é obrigado a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está sitiada por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Afonso Furtado dirigem-se para Estremoz para organizar um exército de socorro.   A fome e o desespero invadiam a população, os feridos eram aos milhares. O cerco continuava.  No dia 11 de Janeiro de 1659 sai de Estremoz o reforço à praça elvense, composto por 8 000 infantes divididos em 16 esquadrões, comandados pelos   generais de cavalaria André de Albuquerque  e  de  Infantaria  Rodrigo de Castro e o Conde Mesquitela. Na manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa, a luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas e derrotado o inimigo. A vitória portuguesa impediu o avanço das tropas espanholas pelo território português.


  • O Aqueduto da Amoreira, em parceria com as fortificações, é o grande símbolo de Elvas. A sua construção deveu-se aos problemas de abastecimento de água que a cidade há muito padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha, percorre depois 450 metros até à fonte da vila, no Largo da Misericórdia onde a água jorrou em 1622. Os 1113 metros do vale de S. Francisco são de grande beleza. Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura, galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de profundidade, e 843 arcos no seu percurso. Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o "real de água" até à multa de 10 cruzados para quem faltasse à procissão do Corpo de Deus, tudo revertia para a obra.


  • O Largo da Misericórdia, onde se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio da Santa Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de 500 anos, tal como um passo dos cinco existentes na cidade. Daqui foi retirada a Fonte Da Misericórdia hoje existente na Praça 25 de Abril. O nome provém da Santa Casa da Misericórdia aí existente desde o século XVI.


  • A Rua de São Francisco, assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida com a imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua do Bom Sangue, Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro, Rua dos Fangueiros, Rua André Lopes Garro, Rua de António Valladares ou Rua de Francisco Zagallo.


Gastronomia
  • A Gastronomia típica do Alentejo, com as azeitonas, enchidos, queijos, omeleta com espargos, presunto, pezinhos de coentrada, as sopas de cação, a sopa da panela, a açorda, o gaspacho, a sopa de hortelã, os pratos de peixe com o cação de coentrada, e o cação frito, os pratos de carne como o ensopado de borrego, o cozido de grão à alentejana, o coelho assado no barro, as burras assadas, as migas à alentejana, e finalmente a doçaria com destaque para o doce regional, a Sericaia, o Pão de Rala, a Encharcada, o Bolo de Mel e o Arroz doce.


  • Os vinhos da região destacam-se também como opção de grande qualidade e particularidade de uma região reconhecida pela eleição das suas colheitas.

Para outras informações úteis, e detalhe consulte o site: www.cm-elvas.pt

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