Vila Viçosa é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com cerca de 6.000 habitantes. É sede de um município com cerca de 9.000 habitantes, subdividido em cinco freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Elvas, a sul pelo Alandroal, a oeste pelo Redondo e a noroeste por Borba. Em Vila Viçosa mantiveram-se os duques de Bragança durante vários séculos até à Proclamação da República as suas propriedades e o magnífico Paço Ducal de Vila Viçosa. As freguesias de Vila Viçosa são Bencatel, Ciladas, Conceição, Pardais e Bartolomeu.




Património



  • O Paço Ducal de Vila Viçosa é importante monumento situado no Terreiro do Paço da vila alentejana do distrito de Évora. Foi durante séculos a sede da Casa de Bragança, uma importante família nobre fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante em Portugal, quando em 1 de Dezembro de 1640 o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal, D. João IV.




  • A Casa dos Arcos ou Palácio Matos Azambuja é um edifício nobre situado no Alentejo, Freguesia da Conceição, Concelho de Vila Viçosa, distrito de Évora, em Portugal. Tem uma localização única, pois o edifício está no centro de Vila Viçosa, perto do Paço Ducal, do Convento dos Agostinhos, do Convento das Chagas onde se encontra a Pousada D. João IV, do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, bem como do Castelo de Vila Viçosa. Foi construída em 1599 por nobres que possivelmente estariam relacionadas com a Casa de Bragança, como indica a sua proximidade ao Paço Ducal.




  • O Castelo de Vila Viçosa, está localizado na Freguesia da Conceição, em Vila Viçosa. Edificado numa posição dominante sobre a vila, nas proximidades da vertente nordeste da serra de Ossa, ergue-se sobre uma colina defendida naturalmente pela ribeira de Ficalho e pela ribeira do Carrascal, afluentes menores do rio Guadiana. A avaliar pelo testemunho de lápides encontradas na região, acredita-se que a primitiva ocupação humana deste local remonte à Invasão romana da Península Ibérica. O castelo medieval apresenta uma planta quadrada, com muralhas de cerca de sessenta metros de lado, reforçadas, nos ângulos Oeste e Leste, por grandes torreões de planta circular. A sua face Noroeste e parte da Nordeste eram comuns à cerca da vila. No seu interior ergueu-se a igreja matriz, sede da primeira paróquia da vila, e que hoje é o importante Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, proclamada padroeira de Portugal em 1646.




  • O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é também conhecido por Solar da Padroeira, por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. A igreja, que é simultaneamente Matriz de Vila Viçosa, fica situada dentro dos muros medievais do castelo da vila, sendo que a existência da matriz é assinalada na época medieval. O edifício actual resulta da reforma levada a cabo em 1569, no reinando D.Sebastião, sendo um amplo templo de três naves, onde o mármore regional predomina como material utilizado na construção. 




  • Segundo a tradição, a imagem da padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira, que a terá adquirido em Inglaterra. A mesma imagem teve a honra de, por provisão régia de D.João IV, referendada em cortes gerais, ter sido proclamada Padroeira de Portugal, em 25 de Março de 1646. A partir de então não mais os monarcas portugueses da Dinastia de Bragança voltaram a colocar a coroa real na cabeça. Ainda em 6 de Fevereiro de 1818 o Rei D.João VI concedeu nova benesse ao Santuário, erigindo-o cabeça da nova Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, agradecendo à Padroeira a resistência nacional às invasões francesas. Neste Santuário nacional estão sediadas as antigas Confrarias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição. O Papa João Paulo II visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de Maio de 1982. A grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira Principal de Portugal. 




  • O Arquivo Histórico da Casa de Bragança, o mais rico arquivo histórico particular do país, instalado no antigo Paço do Bispo, constituído por 200 000 documentais cronologicamente situadas entre os séculos XV e XIX. Podem destacar-se alguns pergaminhos do século XV, códices do século XVI e importantes documentos da administração da antiga Casa de Bragança, desde o século XVII até ao século XX, relacionados com a chancelaria ducal e os antigos almoxarifados, do Minho e Trás-os-Montes ao Alentejo. Ainda que, essencialmente, de carácter administrativo é um importante acervo para a investigação da história nacional, regional e local. Os documentos são consultáveis nas salas de leitura do Palácio Ducal.  




  • Outros locais de visita tais como o Museu do Mármore que salienta as componentes científica, geológica e tecnológica do ciclo operativo do mármore, o Núcleo Museológico da caça, um dos melhores e mais originais museus de caça de todo o mundo, colecções de espécies venatórias e um espólio de armas de caça variadíssimo, o Núcleo Museológico da Arqueologia, espólio romano encontrado na região e colecções reunidas pelo Rei D. Luís I, o Núcleo Museológico do Paço Ducal, antiga residência dos Duques de Bragança, obedecendo ao sóbrio estilo Renascença quinhentista, o Núcleo Museológico da Armaria, onde se encontram colecções de armas que abrangem um vasto período, desde o século XV ao século XIX, o Núcleo Museológico de Colecção de Porcelana Chinesa, no qual se exibem um conjunto de peças de grande beleza, oriundas da China, o Núcleo Museológico do Tesouro do Paço Ducal de Vila Viçosa, onde se expõem peças de ourivesaria únicas, o Núcleo Museológico de Colecção de Carruagens, no qual se encontram um conjunto de coches, liteiras, berlindas e caradaus do século XVIII ao século XX.




  • A Rota do Mármore, numa região dominada pela sua extracção, sugere um percurso geoturistico com visita obrigatória à Estação dos Caminhos-de-Ferro, ao Museu do Mármore, azulejos século XX, Campo da Restauração, com passeios de mármore únicos, Ermida de São João Baptista, século XVI, ao Cruzeiro de Vila Viçosa, século XVI, Igreja de Nossa Senhora da Lapa, século XVIII, Terreiro do Paço, Estátua Equestre de D. João IV (século XVI), Convento das Chagas de Cristo (Panteão das Duquesas), século XVI, Paço Ducal (século XVI-XVIII), Chafariz d'el-rei (século XVIII), Igreja dos Agostinhos (Panteão dos Duques), século XIII, Porta do Nó, antiga Porta da Vila (século XVII), evocativa da restauração da independência e da Padroeira do Reino de Portugal, Porta dos Nós, um símbolo do poder da Casa de Bragança (século XVI), Porta de S. Bento, Acesso à Tapada Real (século XVIII), Varandinha dos Namorados, vista panorâmica sobre Vila Viçosa, Largo 25 de Abril, Palácio dos Caminha (século XVI), com lápida de cruz marmórea, pitoresca separação das casas, Fonte Pequena (século XVI), Cruzeiro – mármore branco, Busto de Públia Hortênsia de Castro (século XX), mármore branco sobre peanha de granito, Largo Mariano Prezado, Passo de Cristo (século XVII), Igreja de Nossa Senhora da Conceição (século XVI a XVII), Vestígios de explorações romanas, Baixo-relevo, capitéis, colunas e bases em mármore proveniente da Herdade da Vigária (Bencatel), Castelo e Fortaleza Artilheira (século XII – XVII), Baluarte (século XVII), com vista sobre Espanha, entre muitos outros registos da presença do mármore na região.



Gastronomia




  • Pode dizer-se que a cozinha alentejana atinge nestas paragens a excelência da arte.




  • Descobrir a gastronomia alentejana é seguramente um prazer. Inspirada na trilogia mediterrânea – pão, azeite e vinho – aliada à metalúrgica do ferro e à inserção da roda do oleiro, as comunidades que por aqui existiram associaram as ervas aromáticas aos outros produtos da terra e enraizaram a sua dieta alimentar. Ao longo dos tempos e com a mutação da agricultura, também a forma de comer se foi transformando e surge a arte culinária. O património de receitas inventariadas é indescritível. Num raio de poucos quilómetros a mesma receita tem várias versões de acordo com os produtos locais. Como exemplo, aparece-nos a açorda. Embora a base seja o azeite, as ervas aromáticas e o pão, os seus acompanhamentos variam conforme a época e as zonas. Podem-se comer açordas com azeitonas, com bacalhau, com sardinhas assadas, com pescada, com amêijoas, com peixe frito, com ovos, com figos, com uvas… A gastronomia do concelho de Vila Viçosa oferece-lhe entre outras iguarias a tradicional sopa de cação, sopa de tomate e as migas à alentejana. A acompanhá-las sugerimos um bom vinho alentejano. Como pratos típicos, servem-se desde o gaspacho frio à açorda quente com ovos, bacalhau ou sardinhas assadas, às sopas de tomate, da panela, de cação, de batata, de beldroegas, às migas alentejanas com entrecosto frito, o ensopado de borrego ou o borrego assado, o cozido à alentejana, ou ainda os enchidos para acompanhar uma boa favada. Não deixe de experimentar a nossa doçaria conventual, como por exemplo as tão apreciadas Tibornas de amêndoa e gila, o Sericá oriundo de terras orientais, o arroz doce, as queijadas, os Nógados, os bolos Fintos, as filhós e as azevias e outras guloseimas de velho sabor conventual. 




Para outras informações úteis, e detalhe consulte o site: www.cm-vilavicosa.pt

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