Reguengos de Monsaraz é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Central, com cerca de 12 400 habitantes. É sede de um município com cerca de 14 900 habitantes, que está subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Alandroal, a leste por Mourão, a sueste por Moura, a sudoeste por Portel, a oeste por Évora e a noroeste pelo Redondo. Tornou-se sede de concelho pela primeira vez em 1838 e definitivamente em 1851. Foi elevada à categoria administrativa de vila em 1840 e elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004. Reguengos de Monsaraz é segunda maior cidade do distrito de Évora, constituindo um dos quatro concelhos que compõem a área suburbana de Évora, os quais são Arraiolos, Montemor-o-Novo, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo. As freguesias de Reguengos de Monsaraz são Campinho, Campo, Corval, Monsaraz e Reguengos de Monsaraz.



Património



  • O Castelo de Monsaraz, no Alentejo, localiza-se na Freguesia de Monsaraz, em Portugal. Vizinho ao rio Guadiana e ao moderno espelho de água da Barragem de Alqueva, ergue-se sobre o monte Monsaraz, dominando a vila medieval e a fronteira com a Espanha. A sua arquitectura militar mescla elementos medievais e seiscentistas. Dentro do mesmo encontra-se uma vila de sonho que conserva ainda uma arquitectura original da idade média, numa identificação clara ao tempo do feudalismo.




  • A Ermida de Santa Catarina de Monsaraz, situada nos arredores de Monsaraz, a Ermida de Santa Catarina destaca-se pela sua singular estrutura acastelada, que vários autores atribuem a uma filiação templária. Fundado possivelmente no século XIII, este pequeno templo é constituído por dois corpos distintos, um rectangular que corresponde à nave, e a abside, de secção hexagonal. A fachada apresenta um modelo simples, aberto no registo inferior por um portal de moldura recta, sobre o qual foi rasgado um óculo. O espaço da abside é rematado por um conjunto de merlões que forma uma torre, construída já no século XVI. No interior, a nave apresenta um espaço amplo com arco românico que permite o acesso à abside. Esta é coberta por cúpula ogival, sob a qual foi rasgado um conjunto de arcos de volta perfeita rematados por friso denticulado.




  • O Pelourinho de Monsaraz, constitui o símbolo da jurisdição e da autonomia do concelho, no entanto, é já de factura oitocentista, construído em mármore branco da região. É composto por um soco de três degraus quadrados de parapeito, sobre o qual se ergue o conjunto da base, coluna, capitel e remate. A base consta de um paralelepípedo ao alto, com molduras lavradas nas faces, onde assenta a coluna.




  • A Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, contemporânea do repovoamento cristão de Monsaraz, a primitiva igreja foi construída na segunda metade do século XIII. Foi sempre o templo mais importante da vila e a referência mais antiga que se lhe conhece, datando do tempo de D. Dinis. Desapareceu durante o reinado de D. João I para se erguer o novo templo. Este facto teve na sua origem o surto de Peste Negra, que assolou a Europa durante a Idade Média. As reduzidas dimensões do primitivo edifício não permitiam o sepultamento do incontável número de moradores de Monsaraz, vitimados pela epidemia e, portanto, decidiu-se construir uma nova Matriz. A construção actual que data do séc. XVI, mais precisamente de 1561, é do tipo igreja-salão à maneira renascentista. 




  • A Casa da Inquisição, situada na Rua do Quebra-Costas, é um edifício de dois pisos com um curioso painel de azulejos, onde figuram alguns elementos iconográficos. Segundo a tradição, este edifício foi a Casa da Inquisição. Os relatos do povo descrevem-na como sendo um local de tortura, onde os inquisidores infligiam os mais terríveis tormentos aos seus prisioneiros.




  • A Capela de São José, foi fundada em 1708 por Domingos Lourenço Perdigão, tem a particularidade de estar construída por cima de uma velha moradia quatrocentista. Tinha como função ministrar os ofícios divinos aos presos da cadeia comarcã, que lhe ficava sobranceira da Rua Direita.




  • Os Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz, que foram em termos arquitectónicos, o edifício civil mais nobre e mais representativo da Monsaraz antiga, e está situado na fachada oriental da Rua Direita. Foi edificado no 2.º quartel do séc. XIV, durante os reinados de D. Dinis e D. Afonso IV, como consequência do desenvolvimento administrativo e económico da vila. Serviu também de cadeia da comarca. A Sala do Tribunal foi decorada no séc. XV com um fresco que esteve durante séculos tapado com um tabique de tijolo e só em 1958 é que este exemplar único em Portugal, em relação ao assunto temático profano, foi redescoberto e salvo da destruição.




  • A Cisterna é uma obra dos finais da Idade Média, encontra-se emparelhada na face oriental com o pano amuralhado, nascente da Porta medieval do Buraco e delimitada a Ocidente na travessa pública do mesmo nome por um pitoresco arco gótico de pedra, que dava passagem ao colector geral das águas. No terraço depositavam-se as águas pluviais descarregadas através das inúmeras caleiras presas aos beirais dos telhados, as quais penetravam no depósito por dois gargalos com rebordos em pedra, de forma cilíndrica. Esta cisterna, de enormes proporções, recolhia e armazenava as águas pluviais caídas do céu sobre os telhados de Monsaraz, e constituía o principal reservatório abastecedor da população.


Outros locais a visitar





  • A Barragem de Alqueva é a maior barragem portuguesa, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 240 MW. A albufeira atinge, à cota máxima, os 250 km2, sendo o maior lago artificial da Europa. Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares. 




  • A Aldeia da Luz, uma espécie de pequena Atlântida alentejana, esta antiga aldeia da margem esquerda do Guadiana foi sacrificada em nome do progresso. O enchimento da barragem do Alqueva obrigou à deslocação da população para uma nova aldeia, construída de raiz num ponto situado a uma cota superior. Localizado na nova aldeia da Luz, este museu fundado em 2003 nasceu após a submersão da aldeia. A sua criação nasceu da vontade popular em preservar a sua identidade na nova aldeia da Luz. Em 2005, o museu recebeu uma menção honrosa da Associação Portuguesa de Museologia.



Gastronomia




  • A Gastronomia regional alentejana, gastronomia de caça, empadas, enchidos, mel, cernelhas, queijadas, doçaria conventual, pão, vinho e os tradicionais licores de poejo e granito, são deliciosas e inesquecíveis opções. Não perca a oportunidade de se deliciar com uma verdadeira especialidade da região.



Para outras informações úteis, e detalhe consulte o site: www.cm-reguengos-monsaraz.pt

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